segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Vida e Costume

Vida e costume são como ouro e ferro.
O ouro é raro.
O ferro é abundante e fácil.
Pintamos o ferro com a cor do ouro e fingimos vaidosamente que somos ricos.
A vida é rara.
O costume é abundante e fácil.
Pintamos o costume com a cor da vida e fingimos vaidosamente que vivemos.
(Luis Cesar Fernandes de Oliveira, no Ventre da montanha, aos 11 de novembro de 2013).

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Coragem e covardia

Se a sua tendência é servir, que o faça com coragem. Mas se a sua tendência é não servir, que o faça sem covardia, sem rédeas, sendo corajoso também.
Luis Cesar Fernandes de Oliveira
09 de janeiro de 2013.

sábado, 13 de outubro de 2012

Ovelhas, pastor e lobos...

Quem é mais nocivo às ovelhas: o pastor ou o lobo?... O pastor guarda as ovelhas para engordá-las, tosqueá-las e vender sua carne suculenta. O lobo as ataca para saciar-se. O pastor é um tipo "isolado" que arrebanha. O lobo é um tipo "solitário" que vive com a matilha. A diferença crucial é que a matilha "ataca" com as forças singulares dos lobos e o pastor "domina" com as forças de submissão do rebanho. Ainda permanece a dúvida?
(Luis Cesar Fernandes de Oliveira, Ventre da Montanha, 12 de outubro de 2012).

sábado, 8 de janeiro de 2011

IntensIDADE

Para viver com intensidade, é preciso ter paciência em dupla face: a paciência do escultor, que age com seus golpes (transmutadores) na matéria bruta, e a paciência do agricultor, que aguarda a ação da vida. Eis o jogo que se impõe: exige paciência em dupla face.
(Luis Cesar Fernandes de Oliveira, janeiro de 2011).

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O que sou?

Minha mãe é do interior. Meu pai é do interior. Meu poeta é do interior. Eu só poderia ser um coração.
Ventre da montanha, 24 de agosto de 2009.
(Luis Cesar Fernandes de Oliveira)

domingo, 17 de maio de 2009

Alegoria da alegoria

Imagine homens acorrentados ao fundo de uma sala, dessas que dispomos livros e mesas para estudos, antes mesmo de serem alfabetizados. Estão presos de tal maneira que não podem visualizar nada além daquilo que é projetado numa tela. Cabos de energia de dados estão conectados à saída da sala, de onde emanam sombras de objetos expostos à luz. continuo mais tarde...

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Um tanto de mim

Centrado e disperso e centrado e disperso. Não sei se quando me olho meu olho não parece estar olhando ao que todos olham ou busco uma outra dispersão.
Antes, confuso, minha cunhagem estava em desobedecer. Hoje, com um olhar firme diante da plasticidade da vida, sou paradoxo que se revolve perpetuamente, que se volta sobre si mesmo e se afirma como outro; um tumulto de individualidade e imensidão; um largo lago de contradições.
(Luis Cesar, Ventre da Montanha, 30 de abril de 2009).