Não sei quanto o tempo faz
Mas lembro do que produz
Talvez seja mero desmazelo, não sei de quem
Contudo, não gostaria de vê-lo longamente
Talvez a dúvida seja uma esquisitice
Mas não macula tanto quanto o tempo
Não digo de rugas
Não saliento verdades degenerativas
Visualizo a imensidão
Imploro pelo hoje
Ofusco o presente funesto
Saliento a invalidez da negação do primeiro parágrafo
Quero tocar a eternidade do tempo, mesmo na dúvida, com voz firme
Num canto forte e agudo
Junto ao coro, numa noite fértil
Numa terra que sente dor e alegria
O que me dá prazer é abandonar o contínuo
Lançar mão ao arado de quatro estrofes
Sem mesmo ter que casá-las
Sair e me juntar ao canto popular, fértil, em carnaval
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
O canto da liberdade 1
Sair ao encanto do dia,
sombrear, por vezes, sem perceber,
após uma lágrima de noite.
Que solidão! Nunca vi mais dura.
Observar o carinho pequeno, com um ano e meio,
agarrado ao braço como se fosse aste de aço.
Seu sono inculca o solitário endurecido,
mas não lhe deixa de supor sorriso.
A mais dura solidão,
em tato endurecido.
A menos bruta vastidão,
em pele ingênua, livre.
Suave perigo que emana do bruto;
Forte odor que exala do livre;
Busca que exala em força;
Livre que suaviza o perigo.
Pronto, o dia veio
E não vi um porquê.
Não existe,
por desrazão do livre, na solidão.
sombrear, por vezes, sem perceber,
após uma lágrima de noite.
Que solidão! Nunca vi mais dura.
Observar o carinho pequeno, com um ano e meio,
agarrado ao braço como se fosse aste de aço.
Seu sono inculca o solitário endurecido,
mas não lhe deixa de supor sorriso.
A mais dura solidão,
em tato endurecido.
A menos bruta vastidão,
em pele ingênua, livre.
Suave perigo que emana do bruto;
Forte odor que exala do livre;
Busca que exala em força;
Livre que suaviza o perigo.
Pronto, o dia veio
E não vi um porquê.
Não existe,
por desrazão do livre, na solidão.
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