Como alguém consegue viver sem a torrente oscilante do oceano e do vento? Pior: como alguém consegue atrapalhar um pensamento e entender que está tudo bem? Mergulho em tristeza quando o cotidiano me afasta da oscilação entre o vento e o oceano. Minha alma é sangüínea. Estouro, esbravejo. Meu desejo é lançar as mãos longe daqueles que têm a alma quieta e fria. Não suporto a desvantagem de ser obrigado à meiguice de gente que só sabe navegar. Não me imagino sem oscilar entre o mergulho e vôo. Sou pássaro e peixe. Por essa dupla natureza, minha solidão é inevitável. Abandonar é meu ofício, assim como retornar. Não sou responsável pela natureza mesquinha e limitada dos alheios. Sou mais de um, por isso me estranham sempre. E assim, vivo infinito.
(Luis Cesar, Montanha, 29 de dezembro de 2008).
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Quem sou eu?
Por vezes, o vento. De outras, o veleiro. Ainda, a vela. Sou o oceano e a praia, até mesmo terra firme. O mais importante é que, possível e necessário, sou.
(Luis Cesar, Montanha, 29 de dezembro de 2008).
(Luis Cesar, Montanha, 29 de dezembro de 2008).
sábado, 20 de dezembro de 2008
Intuição matutina
Minha alma é sanguínea, logo existo.
(Luis Cesar, Montanha, madrugada do sábado, 20 de dezembro de 2008).
(Luis Cesar, Montanha, madrugada do sábado, 20 de dezembro de 2008).
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