segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O que sou?

Minha mãe é do interior. Meu pai é do interior. Meu poeta é do interior. Eu só poderia ser um coração.
Ventre da montanha, 24 de agosto de 2009.
(Luis Cesar Fernandes de Oliveira)

domingo, 17 de maio de 2009

Alegoria da alegoria

Imagine homens acorrentados ao fundo de uma sala, dessas que dispomos livros e mesas para estudos, antes mesmo de serem alfabetizados. Estão presos de tal maneira que não podem visualizar nada além daquilo que é projetado numa tela. Cabos de energia de dados estão conectados à saída da sala, de onde emanam sombras de objetos expostos à luz. continuo mais tarde...

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Um tanto de mim

Centrado e disperso e centrado e disperso. Não sei se quando me olho meu olho não parece estar olhando ao que todos olham ou busco uma outra dispersão.
Antes, confuso, minha cunhagem estava em desobedecer. Hoje, com um olhar firme diante da plasticidade da vida, sou paradoxo que se revolve perpetuamente, que se volta sobre si mesmo e se afirma como outro; um tumulto de individualidade e imensidão; um largo lago de contradições.
(Luis Cesar, Ventre da Montanha, 30 de abril de 2009).

sábado, 24 de janeiro de 2009

Uma outra solidão

Por vezes, me encontro tão só que minha própria companhia se afasta. Mas retorna, e sou lançado à nova expansão de uma nova solidão, capaz do mais duro arremesso, entretanto, o mais leve dos saltos.
(Luis Cesar, Montanha, 24 de janeiro de 2009).

Futuro

No futuro, ou nossos bisnetos serão tomados pelo susto aterrorizador de termos utilizado rodas, ou serão possuídos pelo assombro de seus bisavós terem sido humanos.
(Luis Cesar, Montanha, 24 de janeiro de 2009).

sábado, 3 de janeiro de 2009

Coração

Agora sou um coração de tristeza e decepção... só eu sei o tamanho dele.
Não sei mais o que fazer com este descomunal, estranho e fiel armeiro. Poderia permanecer chamando-o de triste, mas ele mesmo pulsa naturalmente em prantos para outro lugar, incomum e não menos desconhecido.
Acho que meu pulsar quer sair e dar adeus ao que o deixa triste.
Pior é saber que nada o dá razão... Alguém já viu coração com razão?
Já sei bem o que fazer com o meu coração nesta noite tão escura... Até a volta, razão... meu coração, triste e só, só quer ser coração.
(Luis Cesar, Montanha, dia de mudar).